(Actualizado)
Para percebermos os outros e o que sentem, não há nada como fazermos um esforço para percebermos o que os motiva, o que pretendem e colocarmo-nos no seu lugar.
Com um empregador, o caminho não é diferente. Por isso, pensarmos como um empregador significa entender o que ele precisa e, em seguida, posicionarmo-nos como sendo a solução para essas necessidades. Um curriculum vitae (CV) eficaz é sempre adaptado à particularidade de cada vaga existente. Por isso, nem sempre os currícula devem ser iguais.
1 – Pensemos! Qual é a perspetiva do empregador?
O recrutador, ao ler um CV, está a tentar responder a três perguntas principais:
a) Este candidato tem as Hard Skills (técnicas) necessárias para a função que eu quero?
b) Este candidato tem as Soft Skills (comportamentais) para se integrar na equipa e na forma de funcionar da minha organização?
c) Que valor pode acrescentar este candidato (ou seja: com que resultados pode contribuir)?
2 – Estratégias de Adaptação do Currículo (CV), por parte do(a) candidato(a)
2.1. Temos que fazer a análise do posto de trabalho (que muitas vezes, vem designada em inglês como, Job description), como a seguir referimos:
a) Palavras-Chave (em inglês, keywords): Devemos identificar os termos e competências mais frequentes na descrição do posto de trabalho, por parte do empregador e utilizá-los no nosso CV, pois muitos sistemas de triagem automática (em inglês, ATS – Applicant Tracking Systems) que existem com a Inteligência Artificial, procuram por estas palavras para ajudar o empregador a ver mais rapidamente os candidatos que lhe possam interessar; por exemplo, palavras como sejam, comunicação, conhecimentos técnicos de automação,…
b) Requisitos da função: neste caso, devemos assinalar os requisitos essenciais e os desejáveis, desta função, procurando que o nosso CV se “encaixe”, em termos prioritários, na correspondência com os requisitos essenciais.
2.2 Personalizar o resumo profissional/objetivo:
a) No breve resumo introdutório (3-5 linhas) que qualquer CV tem de incluir, devemos destacar a nossa experiência mais relevante e as competências que “diretamente” se alinham com a vaga em questão.
2.3 Destacar os nossos resultados e não apenas as tarefas, é outra exigência para um CV que queremos com impacto. Exemplo: “Aumentei a expedição de encomendas em 15% em 6 meses, resultando numa diminuição das reclamações, para 1 % do total de encomendas”.
2.4 Em vez de apenas descrevermos as responsabilidades das nossas funções anteriores (Exemplo: “Responsável pela gestão do armazém”), devemos focar-nos nas nossas realizações, usando números para quantificar valores que tenham tido impacto.
2.5 Se a vaga exige liderança de equipas, grupos de trabalho, destaquemos projetos onde coordenámos equipas. Se pedem resolução de problemas, devemos descrever desafios que superámos e soluções que implementámos. Tudo de forma simples e objectiva.
2.6 Adaptação de títulos e experiências profissionais.
a) Se a designação ou título da nossa função anterior, não era claro, devemos ajustá-lo ligeiramente (com honestidade) para refletir o nosso papel na função para a qual nos candidatamos (Ex: “Gestor de Projetos- Júnior” para “Especialista em Coordenação de Projetos”).
Em resumo: cada CV enviado deve ser, também, uma peça do nosso marketing pessoal, focada em convencer o empregador – com verdade – de que a nossa candidatura é a solução direta para as necessidades que ele procura.


