Estamos no final do primeiro mês do ano. Todos percebemos que os acontecimentos andam muito rápido. Há que estar atento(a)!
Uma das áreas que está a grande velocidade e que há pouco tempo era inimaginável é aquela que se relaciona com as candidaturas a emprego. Isto é, o envio dos nossos curricula.
Já abordámos o assunto há alguns meses, no ano passado, quando falámos na necessidade de:
a) Lermos bem a função a que nos candidatamos, que competências são requeridas, entre outros aspectos;
b) E redigirmos a nossa candidatura com recurso a palavras-chave que estejam relacionadas com o que nos é solicitado para determinada função.
Isto porque, sobretudo em grandes recrutadores, já há aplicações desenvolvidas com recurso à inteligência artificial que fazem o rastreamento dos vários candidatos de forma automática, com base nas referidas palavras-chave (p.e. capacidade de cálculo, capacidade de redacção, fluência verbal…). Tudo isto, antes de os curricula, chegarem aos próprios recrutadores.
Estas aplicações, denominadas Applicant Tracking System, podem inclusive, dar respostas automáticas, marcar entrevistas entre outras tarefas, outrora efectuadas por humanos. É o algoritmo a invadir, cada vez mais actividades.
Por isso, todos devemos saber que redigir uma resposta nossa em bom português, a uma mensagem que recebemos através do WhatsApp ou E-mail, é muito provavelmente a primeira parte da nossa entrevista, sem que vejamos o entrevistador.
Mas há mais! Já não vale a pena, escrever no CV, coisas do tipo: “conhecimentos de Excel”. Não chega! É preciso dizer que concluímos o curso de Excel, tendo um excelente domínio de tabelas dinâmicas e tudo o que se relacione com o essencial da função que é pedido.
O algoritmo, obriga-nos a todas estas mudanças, em paralelo com as evidências humanas.


